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Concurso para professor em Pirassununga é suspenso após denúncias de irregularidades

A Prefeitura de Pirassununga (SP) suspendeu, nesta quinta-feira (20), o andamento de um concurso público para professor da rede pública. A medida aconteceu após denúncias de irregularidades durante a prova realizada no último domingo (16). Entre os problemas estavam a superlotação das salas, uso de celular por candidatos, número reduzido de fiscais e erros de digitação na prova.

Em nota, o secretário municipal de Governo, Jorge Luís Lourenço, disse que a prefeitura recebeu as denúncias, que foram enviadas à empresa SH Dias, contratada para realizar o concurso. “Encaminhamos as denúncias para que a mesma se manifeste. Após o poder público se manifestará a respeito”, disse. A empresa, com sede em Indaiatuba, informou em seu site que o concurso para professor (cargo 601) está suspenso.

As provas para os cargos de professor, médico e cozinheiro foram realizadas em uma escola estadual e em uma faculdade particular. Indignados com a situação, um grupo de pessoas fez um abaixo-assinado que foi entregue ao Ministério Público e para a comissão de concursos da prefeitura. Professora há 11 anos, Gláucia Fernandes de Lima Pescara, de 32 anos, contou que na sala onde prestou o exame o malote com as provas chegaram sem lacre. “Recebi a minha oito minutos depois, nem orientaram que era para deixar a prova virada para todos começarem juntos”, lembrou. Ela também relatou a superlotação na sala e o número reduzido de fiscais. “Pedi para ir ao banheiro e demorou 40 minutos porque não tinha fiscal para me levar. Na sala, ouvi uma pessoa dizer que não iria guardar o celular. Lá fora, depois de terminar a prova, ouvi o povo falando que teve cola, recebi imagens de gente que tirou fotos dentro da sala”. “Eu paguei cursinho durante um mês aos sábados, das 7h as 17h30. Tenho um bebê de um ano, largava em casa com o meu marido, estudava de madrugada, me preparei demais. Acho um absurdo tudo isso”, completou.

Aluna do último semestre do curso de pedagogia, a candidata Rariane Rodrigues de Matos Souza, de 39 anos, fez uma ocorrência para o fiscal ao terminar a prova relatando todas as irregularidades que presenciou no concurso. Segundo ela, nem todos os candidatos desligaram os celulares. Como as carteiras estavam próximas, era possível visualizar as repostas dos concorrentes. “Quando olhei do meu lado esquerdo, vi o pessoal fazendo prova em grupo, passando informações. Uma menina pediu respostas, fiquei brava com ela”, contou. Para ela, os poucos fiscais que atuaram no concurso eram despreparados. “Fiz cursinho, fiquei noites sem dormir, a minha prova é adaptada porque estou com catarata congênita, sofri muito porque tive que fazer a apostila com letras maiores, tudo isso para chegar lá e ter uma decepção. Pagamos, foi investimento, dinheiro, tempo, é muito triste isso”, disse.

Uma das candidatas, que preferiu não se identificar, disse que ficou indignada com a desorganização. “Fiquei muito mal de ver tantas irregularidades em um concurso tão sério. Não é justo os que trocaram informações passar na frente de quem se dedicou e fez a prova honestamente. Que exemplo um professor vai dar aos alunos com esse tipo de conduta?”, questionou.

FONTE: EPTV

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