Fiéis católicos celebram o Dia de Santa Eufrosina

Segundo consta, Eufrosina nasceu em Pirassununga, no ano de 1864, no Bairro Campo Alegre, região de Cachoeira de Emas. Filha de pais leprosos, aos quatro meses foi abandonada num pasto pela mãe. Um casal a adotou, até que a doença nela se manifestasse aos seis anos de idade. Para protegê-la, o padrinho construiu um rancho à beira da estrada, entre Cachoeira de Emas e Santa Cruz das Palmeiras. Vivia trancada e despida, à espera de água e comida. Quando tudo lhe faltava, alimentava-se de larvas e insetos e dividia sal grosso com o gado num cocho. Para espantar o medo, rezava e cantava hinos religiosos. Eufrosina tinha dois irmãos leprosos que viviam de esmolas. Aos 12 anos a doença já havia desfigurado a menina.
Eufrosina morreu aos 16 anos. O pai adotivo, ao encontrá-la morta, estendeu seu corpo sobre um estaleiro e saiu à procura de um de seus irmãos para dar-lhe a notícia. Ao regressarem, o susto: Eufrosina estava viva e curada da lepra. A notícia da ”ressurreição” atraiu muitas pessoas ao local. Disse que havia voltado graças a uma “licença divina” de 23 dias de vida que recebeu. Que tinha sido “devolvida” por não ter cumprido sua missão. Havia lhe faltado humildade e tinha vergonha de pedir esmolas. Também explicou que tinha voltado para contar coisas que todos deveriam saber.
Desde então, para homenageá-la, os sitiantes ergueram uma igrejinha de pau-a-pique (1910) que, anos depois, foi substituída por outra de alvenaria. A Igreja Católica, quando ali se instalou, batizou a igrejinha de Capela de Santa Eufrosina, em homenagem à monja que viveu no século V, em Alexandria, cuja imagem está sobre seu altar. A escolha da padroeira do bairro foi inspirada na santidade que as pessoas atribuíam à menina Eufrosina, que ali viveu e morreu.
Com o passar do tempo, a Igreja acabou se deteriorando, mas, nos últimos anos, moradores de Pirassununga e Santa Cruz das Palmeiras, com ajuda de comerciantes, reconstruíram a Capela, que hoje está muito bonita e conservada e é visitada por muitas pessoas. A cada final de mês, uma missa é celebrada no local, como a que aconteceu no último domingo, 25. Na oportunidade, o padre Antônio Marcos, da Paróquia de Santa Luzia, de Pirassununga, à qual a capela pertence, presidiu uma celebração em Ação de Graças pelo Dia da Padroeira da Capela.
Centenas de pessoas de cidades vizinhas, inclusive de Santa Cruz das Palmeiras, estiveram participando desse momento de fé e devoção. O padre Ricardo Ramos e o Grupo do Terço dos Homens, da Paróquia Santa Rita de Cássia de nossa cidade, também se fizeram presentes.
No final, houve uma grande confraternização entre os presentes.
Fotos: Antônio Felippe.

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