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Pedestres se misturam a ciclistas na Avenida Brasil e aumentam risco de acidentes

Com o objetivo de organizar e facilitar o fluxo de pessoas e veículos, sejam de duas ou quatro rodas, espaços específicos foram criados para cada modalidade de deslocamento. No entanto, a falta de entendimento sobre o uso correto dessas áreas tem gerado situações de risco no trânsito urbano.
Na Avenida Brasil, no Parque Varoti, em Santa Cruz das Palmeiras, ciclovias implantadas na administração passada visam garantir maior segurança aos ciclistas. A via, bastante utilizada para lazer e prática esportiva, passou a ser compartilhada de forma indevida por pedestres que realizam caminhadas, o que tem causado preocupação.
O problema se intensifica principalmente no final da tarde e início da noite, quando a visibilidade diminui. Pedestres ocupam o espaço destinado às bicicletas, colocando-se em rota de colisão com ciclistas que trafegam, em média, entre 20 e 25 km/h. Já os pedestres caminham ou correm a velocidades entre 5 e 15 km/h, diferença que dificulta a previsão de movimentos e aumenta significativamente o risco de choques.
Diante dessa situação, ciclistas são obrigados a frear bruscamente ou desviar para evitar acidentes, o que pode resultar em quedas, colisões entre bicicletas e até atropelamentos. Caminhar em ciclovias, além de perigoso, é considerado infração de trânsito.
Especialistas alertam que o uso inadequado desses espaços gera impactos que vão além do risco imediato, incluindo custos elevados ao sistema de saúde com atendimentos, internações e reabilitações decorrentes de acidentes. Além disso, a ocupação indevida compromete a proposta de mobilidade sustentável e desestimula o uso da bicicleta como meio de transporte.
A orientação é clara: pedestres devem utilizar calçadas ou pistas próprias para caminhada, evitando as ciclovias. O respeito à sinalização e à função de cada espaço é fundamental para garantir a segurança de todos e preservar a lógica da mobilidade urbana.