Uma mãe de duas meninas gêmeas procurou nossa reportagem na noite desta segunda-feira, 25, para relatar um episódio que classificou como doloroso e discriminatório ocorrido em uma academia de natação bastante conhecida em Pirassununga.
Segundo o relato, uma das crianças, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte, teria sido impedida de realizar a matrícula nas aulas, enquanto sua irmã gêmea foi aceita normalmente.
De acordo com a mãe, na semana passada as duas crianças participaram de uma aula experimental e foram bem recebidas pela equipe da academia. Ela afirma que explicou previamente sobre o diagnóstico da filha autista e saiu do local acreditando que ambas poderiam frequentar as aulas juntas.
Entretanto, ao retornar na segunda-feira para efetivar a matrícula das meninas, recebeu a informação de que a academia “aceita apenas crianças autistas suporte 1” e que sua filha “não responde aos comandos” e “não teria condições” de acompanhar as atividades.
Abalada, a mãe relatou o impacto emocional da situação. “É impossível descrever a dor de ouvir que uma filha pode entrar e a outra não”, afirmou.
No desabafo encaminhado à reportagem, ela destacou que a filha não precisa de exclusão, mas sim de acolhimento, adaptação, paciência e inclusão.
A mãe também questionou quantas outras famílias podem ter passado pela mesma situação em silêncio e reforçou a importância da inclusão verdadeira, especialmente para crianças que necessitam de mais apoio. “Hoje machucaram uma mãe, um pai, uma família inteira. Mas principalmente machucaram uma menina de 3 anos que merece respeito, dignidade, oportunidades e o direito de viver a infância como qualquer outra criança”, declarou.
Nossa reportagem continuará acompanhando o caso e buscará posicionamento da academia citada.
Repórter naressi.com.br












